Pertencente hoje ao sistema Facebook o WhatsApp bloqueado gerou reclamações nesta e em outras redes sociais: ninguém sabe a causa da decisão judicial brasileira, processo corre em segredo de justiça e por isso a punição está sendo vista também no exterior até como uma forma de censura na Internet, que tem como principal força a liberdade de informação. Mark Zuckerberg, cofundador e presidente-executivo do Facebook, e Jan Koum, cofundador e presidente-executivo do WhatsApp, estão hoje no noticiário da mídia, como por exemplo, no site da BBC, criticaram a decisão da Justiça no Brasil de determinar o bloqueio do aplicativo mais utilizado no país e no planeta por 48 horas. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a decisão partiu da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP) e segue em segredo de justiça. De acordo com informações de bastidores, o bem sucedido aplicativo WhatsApp não teria atendido determinação judicial de 23 de julho de 2015. A empresa teria sido novamente notificada em 7 de agosto. E como não atendeu as determinações, aconteceu o bloqueio ontem, que segue hoje, completando a punição de 24 horas. Em mensagem publicada no Facebook, Jan Koum diz que “a decisão foi míope e isola o Brasil do mundo”. Já Zuckeberg disse estar chocado com o que classificou de decisão extrema de um único juiz brasileiro. Vale lembrar que o Facebook comprou o WhatsApp em fevereiro de 2014 por US$ 22 bilhões. Talvez a punição judicial esteja ligada a esta operação no mercado de comunicação. O que se espera é que o juiz da 1ª Vara Criminal de São Bernardo quebre o segredo de justiça e informe as razões pelas quais o bloqueio foi determinado, para que se esclareça o conteúdo desta punição sendo vista na web como uma forma de censura. Este é o lado pior do que pode ser só um mal entendido ou um fato mal resolvido nas contradições da Justiça no Brasil.

A decisão judicial precisa ser esclarecida para não ser confundida com censura





