Os casos de dengue explodiram em Franca este ano e já são seis vezes maiores do registrado no ano passado
A Prefeitura de Franca confirmou nesta sexta-feira (8) que duas pessoas morreram em função de dengue na cidade. Os casos são de uma mulher de 37 anos e de um idoso de 77 anos. A informação é do portal G1.
A primeira morte confirmada é de 21 de março de uma paciente que havia sido transferida para a Santa Casa após apresentar sintomas mais graves.
Embora a Santa Casa tenha informado que os médicos aplicaram o protocolo do Ministério da Saúde para dengue hemorrágica, que se baseia em suporte clínico e expansão volêmica, essa forma da doença não foi diagnosticada nos exames do Instituto Adolfo Lutz, segundo o diretor da Vigilância em Saúde, Caio Vieira.
Hemorrágica
A segunda morte é de um idoso de 77 anos que morreu em 27 de março, de acordo com a Prefeitura. O caso dele foi confirmado como de dengue hemorrágica, de acordo com Vieira.
Além disso, a Prefeitura ainda investiga a morte de Lucília Silva de Paulo, de 37 anos. A moradora do Jardim Guanabara morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Anita em 2 de abril depois de apresentar os primeiros sintomas no final de março.
“Foi colhido material e foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz. Agora a gente está aguardando os resultados dos exames”, afirma Caio Carvalho, diretor da Vigilância em Saúde de Franca, em declaração publicada pelo G1.
Aumento de casos
As mortes ocorrem em um período marcado por um aumento nos casos de dengue em Franca. Entre janeiro e março, o número de pacientes infectados triplicou na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
As autoridades reforçam ações de combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, com orientações e visitas de agentes de controle de vetores, mas pedem ajuda da população.
“Sempre importante a gente frisar que é uma situação muito delicada. A distribuição dos criadouros está em foco. Essas mortes lamentáveis nos mostram que essa situação deve ser cada vez dada como uma forma mais expressiva de combate ao mosquito”, afirma Caio Carvalho.
Segundo ele, “de qualquer forma, a Vigilância Epidemiológica, juntamente com a Sanitária e Ambiental, está trabalhando arduamente para conseguir controlar essa doença em Franca”.



