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Justiça proíbe Alckmin de reorganizar escolas no ano letivo de 2016

Juiz disse que "não se primou pela participação democrática na implementação do projeto"

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A decisão mantém o sistema educacional vigente, com a permanência dos alunos nas unidades onde já estavam matriculados (Foto Arquivo JF)

A Justiça acolheu pedido liminar da Defensoria Pública e do Ministério Público de São Paulo e suspendeu todos os efeitos da reorganização escolar em 2016. 

A decisão mantém o sistema educacional vigente, com a permanência dos alunos nas unidades onde já estavam matriculados em 2015 e permitindo o ingresso de novos estudantes.

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Segundo o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, a ação não perdeu objeto, mesmo após a  revogação do decreto sobre a reorganização feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), uma vez que também engloba a necessidade de implementação de uma agenda de debates e participação popular ao longo de 2016.

O Magistrado apontou que “não se primou pela participação democrática na implementação do projeto” e que faltou publicidade, pois foi apresentado ao público apenas na etapa final do semestre.

Em sua defesa, o Estado de São Paulo apontou que havia se perdido o interesse processual da ação, tendo em vista a publicação do decreto. 

A ação civil pública foi proposta no dia 3 de dezembro e ainda precisa ter seu mérito analisado.

Cesar Colleti

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