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Adermis Marini fala de racha no PSDB, mas nega que pode deixar o partido

Apoio de parte do tucanato a Michel Temer tem gerado críticas da população e desgaste

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O apoio de grande parte do PSDB à permanência do presidente Michel Temer no cargo tem gerado críticas da população e desgaste aos políticos tucanos. Tal situação reflete até em Franca, onde os integrantes do PSDB são questionados sobre a posição da legenda diante das denúncias contra Temer.

O vereador Adermis Marini é um dos que têm sido pressionados pelos francanos. Ele afirma ter recebido várias mensagens de amigos e apoiadores sugerindo que deixe o PSDB.

Adermis afirmou que não é uma decisão simples, até em razão da subserviência da maioria dos partidos ao governo Temer. “Me pergunto: ir pra qual partido? Nenhum partido age com coerência e decência no Brasil. A realidade é que a grande maioria da classe política se desconectou da sociedade”, disse o vereador.

O político constatou, nos seis meses que exerceu o mandato de deputado, entre janeiro e junho deste ano, disse que a política em Brasília é muito distante da realidade do Brasil e que essa sensação aliena muitas vezes os parlamentares.

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“A luta por cargos e liberação de emendas desvirtua o principal papel do Legislativo que é fiscalizar. Mas nem tudo está perdido, conheço pelo menos uma centena de deputados conectados e comprometidos com o trabalho sério e ético, independente do partido. Prefiro a postura do PSDB dividido, pois ainda há espaço para defender o que julgamos correto”.

Adermis finaliza criticando os petistas. “Vejo o PT demagógico, pois defende Lula condenado à prisão e faz discurso moralista. Sigo no PSDB, defendendo o afastamento de Aécio, a investigação de Temer e Lula na cadeia”, finalizou o vereador.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região