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Modificando (para pior) bons vinhos… Prosecco e Lambrusco

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Temos dois casos bem conhecidos onde bons vinhos foram modificados para atender ao mercado brasileiro e o custo ficar viável por aqui.

Em post anterior já vimos que Prosecco a princípio é um tipo de uva branca a qual dá nome a um espumante da região do Vêneto na Itália. Mas no Brasil Prosecco virou erroneamente sinônimo de bom espumante. Muitos produtores de vinhos de baixa qualidade se aproveitaram disto e mudaram o nome para Prosecco independente da uva usada na fabricação, e importadores começaram a trazer Proseccos baratos com pouca qualidade o que davam uma margem de lucro muito maior.

A mesma situação aconteceu com o Lambrusco….

O Lambrusco original é bem diferente do vinho branco, doce e com quase nenhuma qualidade que invadiu o Brasil nos anos 2000.  O Lambrusco tradicional consumido na Itália é geralmente tinto, seco e levemente frisante, para ser consumido com Presunto de Parma e Queijo Parmesão… estranho??? Mas é isto mesmo.

O sucesso alcançado a partir dos anos 90 estimulou a produção em massa na Itália o que resultou em um produto totalmente diferente do original, com outra coloração e excesso de açúcar.

Para alguns apreciadores de vinho e profissionais da área, o Lambrusco vendido no Brasil é comparado ao antigo Keep Cooler.

Apesar de tudo isto ter acontecido, o resultado final não é ruim.

Com estes produtos bombardeando o mercado brasileiro, várias pessoas começaram a experimentar vinhos, despertando a curiosidade e o paladar, para com o tempo passarem a consumir produtos mais elaborados. Foi assim que também aconteceu com o “Vinho Garrafa Azul”.  

Para quem é novo isto não quer dizer nada… mas se você é um pouquinho mais experiente, lembra da febre dos “Vinhos Garrafa Azul”… os vinhos alemães, brancos e  doces e leves.

Muito diferente dos vinhos alemães de qualidade que chegam ao nosso mercado… Aliás as garrafas são verdes e âmbar, mas os nomes continuam quase impronunciáveis…

Não é errado gostar de vinhos suaves, o errado são produtores de má fé fazerem vinhos de qualidade duvidosa e vender como se fossem autênticos.