
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED – do Ministério do Trabalho e Emprego não deixam dúvidas: a economia francana também passa por uma turbulência sem precedentes e continua cortando vagas de emprego: em novembro foram eliminadas 1.860 vagas de emprego com carteira assinada (trabalho formal), segundo dados divulgados hoje (18/12).
O número corresponde a 63,65% da movimentação do mercado de trabalho em Franca, durante novembro. As contratações formaram um índice de apenas 36,35% no mês, segundo o CAGED.
Foram contabilizadas pelo Cadastro Geral, 4.337 demissões na cidade em novembro, enquanto o número de contratações ficou em 2.477 ofertas de vagas.
O corte de 1.860 empregos é decorrência da crise econômica e vai contrariamente às notícias de otimismo em pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Franca sobre a intenção de compras e gastos do consumidor francano, aliás, colocada em dúvida, em tom de estranheza, pelo economista Donizete Trídico, em entrevista gravada à Rádio CBN Ribeirão Preto.
O número de postos de trabalho com carteira assinada fechados em novembro no país chegou a 130.629. No estado de SP os cortes de vagas de empregos formais chegou a -13.599.
Em Franca, os números têm sido perversos com os trabalhadores. De janeiro a novembro foram admitidos 48.405 trabalhadores, mas demitidos 45.864, com um saldo positivo, em 11 meses, de apenas 2.541 carteiras assinadas. Em janeiro haviam 91.362 trabalhadores com carteira assinada em Franca.
Em novembro do ano passado, Franca registrou no CAGED, 4.829 ofertas de emprego formal, com 3.702 contratações e 4.829 desligamentos, mesmo assim mantendo um saldo negativo em 11 meses, menor que o deste ano, de 1.127 vagas.
Mas o comparativo de um período de janeiro a novembro de 2014 com 2015 mostra que o ano passado, sem não foi uma maravilha, ao menos foi melhor. No ano passado, os números oficiais mostram 57.394 contratações e 52.380 desligamentos, com um saldo positivo de 5.014 vagas. Com isso, 2014 tem um saldo de 2.473 empregos a mais que em 2015.
A maior perversidade desta realidade transformada em números pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregados é uma só: entre 2014 e 2015, a cidade de Franca, outrora chamada de Eldorado brasileiro, cortou, em apenas um ano, 8.989 postos de trabalho.



