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Covid-19: Pode ser comum ser infectado mais de uma vez por ano, dizem pesquisadores

Pessoas com a vacinação completa têm menor probabilidade de serem reinfectadas do que aquelas que não estão vacinadas

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Nos dois primeiros anos da pandemia, casos de reinfecção pelo novo coronavírus eram raros. Especialistas acreditavam que a Covid-19 seria parecida com a gripe e, portanto, a imunidade conferida pela vacinação ou por uma infecção anterior evitaria as reinfecções por ao menos um ano.

A chegada da Ômicron mudou tudo isso. Sua disseminação fez com que os casos de reinfecção se tornassem cada vez mais comuns, mesmo em pessoas vacinadas ou com histórico anterior da Covid-19.

Agora, pesquisadores acreditam que o Sars-CoV-2 é mais parecido com os outros coronavírus, que causam circulam e pode provocar múltiplas infecções o ano todo. Por isso, se nada mudar, a expectativa é que será comum receber um diagnóstico positivo para Covid-19 duas ou três vezes por ano.

Embora qualquer pessoa possa ser reinfectada nessas circunstâncias, alguns grupos podem estar mais vulneráveis.

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São eles:

01. pessoas não vacinadas ou que não receberam todas as doses recomendadas;

02. pessoas que pegaram Covid-19 no início da pandemia;

03. quem desenvolveu um quadro leve da doença anteriormente;

04. idosos e pessoas com imunossupressão;

05. pessoas com mutações genéticas que aumentam sua suscetibilidade à infecção pelo novo coronavírus.

Casos de Covid-19 ou de reinfecção pelo novo coronavírus mesmo após a vacinação não significam que as vacinas não funcionam.

Embora os imunizantes atuais tenham baixa eficácia contra infecção pela Ômicron e suas subvariantes, elas apresentam alta proteção contra hospitalizações e mortes, que é justamente o objetivo da vacina. A maioria das pessoas vacinadas que recebem diagnóstico positivo para Covid-19, desenvolve apenas sintomas leves.

Estudos mostram que a dose de reforço, assim como a imunidade híbrida (caracterizada pela vacinação seguida de uma infecção anterior), parece de fato reduzir as chances de reinfecção.

Portanto, pessoas com a vacinação completa – incluindo o reforço – têm menor probabilidade de serem reinfectadas do que aquelas que não estão vacinadas ou que não completaram o esquema.

Pessoas que tiver Covid-19 há mais tempo também correm maior risco visto que o nível de anticorpos diminui gradativamente. De acordo com o geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba, idosos e imunocomprometidos também correm maior risco de reinfecção, porque sua imunidade cai mais rapidamente.

(Com informações do jornal O Globo)