No último mês de julho, a Câmara dos Vereadores aprovou um projeto de lei que prevê a criação do Programa Municipal de Detecção e Tratamento do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
O projeto, de autoria do vereador Adermis Marini (PSDB), foi elaborado com base em sugestão da psicóloga Tania Aguila Silveira, especialista na área do TDAH. Adermis afirma que a doença, de causas genéticas, aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida.
O projeto previa políticas públicas na saúde municipal para detectar e tratar do TDAH, realizando parcerias com escolas, instituições de ensino superior e unidades de saúde. “A prevenção é importante, pois o distúrbio pode vir associado a outras doenças como depressão, transtorno de ansiedade ou distúrbio alimentar”, disse Adermis.
Mas, causando até certa surpresa, o prefeito Gilson de Souza (DEM) vetou o projeto de lei. Em sua argumentação, diz que seu Jurídico concluiu pela inconstitucionalidade da matéria. “Em que pese a intenção e o mérito do projeto, a matéria contém inconstitucionalidade insanável”, disse Gilson.




