De repente, consumidores se deparam com um cenário de apreensão e vivem novo drama ao observar as prateleiras dos supermercados e padarias. Com aumentos superiores a 70% nos últimos três meses, o leite e seus derivados encabeçam a lista dos produtos que mais pressionam a cesta básica das famílias.
Atualmente, o consumidor pode encontrar uma caixinha de um litro de leite a partir de R$ 6,00. Em alguns pontos de venda, o leite chega a custar R$ 10. O valor médio está mais alto que um litro de gasolina ou diesel, que também acumulam reajustes, segundo uma notícia do jornal Estado de Minas.
Segundo o recente estudo da Fundação Ipead/UFMG, o litro do leite custou R$ 6,02 em junho, com alta de 38,7% no ano e de 43,40% nos últimos 12 meses. Para efeito de comparação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,69% em junho, com alta de 5,65% no ano e de 12,04% nos últimos 12 meses.
Em Franca
As constantes altas do leite também elevaram assustadoramente os preços de uma infinidade de itens do supermercado: queijos, requeijões, leite em pó, leite fermentado, iogurtes, pães, bolos, manteigas, creme de leite e margarinas.
Em Franca, o preço do pão teve seguidos reajustes por causa do leite. Fábricas de doces estão diminuindo a produção por causa da elevação do preço.
Um dos produtores de doces em Franca suspendeu temporariamente a produção de doce de leite para aguardar o que acontece com o preço do leite.
Reação em cadeia
O site de pesquisas Mercado Mineiro registrou variações entre 63% e 76% de algumas marcas de leite em comparação com março.
Por sua vez, o queijo (Minas e muçarela) teve reajustes entre 19,45% e 53,49% no mesmo período. O queijo Minas mais caro custa R$ 79,90 em supermercados onde a pesquisa foi realizada.
Nas periferias, porém, o produto tem novo reajuste, com valores que chegam a R$ 90 ou até R$ 100 por quilo. O leite em pó teve aumentos entre 22,42% e 48,02% nos últimos três meses, dependendo da marca.



