domingo, 21 jun 2026 ☀ Franca/SP 13°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Estilo de vida conta mais que idade para desenvolvimento de demência, diz estudo

Estilo de vida das pessoas e fatores como tabagismo, diabetes e perda de audição são mais perigosos para desenvolvimento de demência do que a idade

Compartilhar
Long-haired hipster emits thick cigarette smoke. Man holding a glass with alcohol
Fatores como tabagismo e diabetes influenciam mais no desenvolvimento de demência que a idade – foto Freepik

 

Estudo realizado no Canadá aponta que estilo de vida das pessoas e fatores como tabagismo, diabetes e perda de audição são mais perigosos para desenvolvimento de demência do que a idade.

O levantamento, realizado pela Baycrest, empresa de pesquisa focada nas áreas de saúde cerebral e envelhecimento, aponta que pessoas que não têm nenhum dos fatores de risco descritos anteriormente apresentam uma saúde cerebral semelhante a de pessoas que são dez ou mesmo 20 anos mais jovens que elas.

“Nossos resultados sugerem que o estilo de vida pode ser mais importante que a idade para determinar o nível de funcionamento cognitivo das pessoas”.

Continua depois da publicidade

“Essa é uma ótima novidade, já que existem muitos recursos para modificar esses fatores de risco, como tratamento de diabetes, de perda da audição e deixar de fumar”, afirma Annalise LaPlume, pesquisadora do Rotman Research Institute (RRI) da Baycrest e principal autora do estudo, um dos primeiros a associar estilo de vida com o risco de demência.

“Enquanto a maioria dos estudos focam em pessoas mais velhas, nós incluímos participantes mais novos de até 18 anos e descobrimos que os fatores de risco têm um impacto negativo em todos os patamares etários”, afirma Nicole Anderson, cientista sênior da RRI.

O estudo foi publicado na última quarta-feira (13) na Alzheimer e Demência: Diagnósticos, Avaliação e Monitoração da Doença, publicação da Associação de Alzheimer e envolveu mais de 22 mil pessoas de 18 a 89 anos.

Essas pessoas realizaram um teste envolvendo um questionário sobre estilo de vida e quatro atividades cognitivas.

Os pesquisadores prestaram atenção sobretudo ao resultado dos participantes em testes da memória e atenção, que foram associados a oito fatores de risco principais: baixa educação, perda de audição, traumatismo craniano, consumo de álcool ou drogas, hipertensão, tabagismo, diabetes e depressão.

Cada um desses fatores foi associado a um declínio cognitivo similar ao de três anos de envelhecimento.

*Informações Isto É Dinheiro