O número de infecções e mortes por Covid-19 aumentou significativamente nos últimos dias. A diminuição da proteção natural contra o coronavírus, o surgimento de outras subvariantes e a baixa adesão às doses de reforço são algumas das razões apontadas por especialistas para explicar a nova onda.
“Nós já estamos há um tempo da última onda importante, que foi em janeiro, e isso faz com que os indivíduos infectados depois de quatro a seis meses já tenham uma proteção [natural] reduzida, por conta do tempo decorrido.
[Além disso] O número de vacinados com três doses no país é baixo – o indivíduo protegido é aquele que tem três doses – e o surgimento das subvariantes BA.4 e BA.5 [também influenciou]”, explica o infectologista Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).
A professora do departamento de microbiologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Jordana Coelho dos Reis diz que o surgimento de outras cepas com maior transmissibilidade é responsável pelas ondas de aumento.
“Desde o início da pandemia, vimos picos significativos. Aqueles picos, com certeza, estão associados ao surgimento de uma nova variante de interesse, que se torna de preocupação a partir do momento que ela começa a causar quadros mais graves ou infecção”, esclarece a especialista.
Para a professora, no momento, as sublinhagens estão trazendo mais preocupações à saúde pública, diz uma reportagem de Notícias R.7.
De acordo com dados do vacinômetro do Ministério da Saúde, até a tarde desta sexta-feira (15), 73,69% da população brasileira havia recebido as duas doses da vacina, mas apenas 45,7% estavam imunizados com a primeira dose de reforço.



