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Calçadistas participam de encontro com ministro Paulo Guedes para discutir setor

Entre janeiro e junho, as exportações de calçados do Brasil aumentaram mais de 67%

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Entre janeiro e junho, as exportações de calçados do Brasil aumentaram mais de 67%

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Haroldo Ferreira, esteve, na última sexta-feira, em reunião com o ministro da Economia Paulo Guedes.

O encontro, ocorrido em Brasília, teve como pauta os números da indústria calçadista nacional, a preocupação com as recentes restrições às importações na Argentina, o combate à pirataria e o lançamento da feira Brazilian Footwear Show (BFSHOW).

Apresentando dados que apontam para o crescimento da atividade, o executivo da Abicalçados ressaltou que o setor criou mais de 23 mil postos até maio, encerrando o período com quase 290 mil empregos diretos na área.

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A performance positiva é impulsionada pelo crescimento no mercado internacional.

Entre janeiro e junho, as exportações de calçados aumentaram mais de 67% na relação com o mesmo período do ano passado, somando mais de US$ 651 milhões.

Por outro lado, Ferreira demonstrou preocupação com a situação da Argentina, segundo principal destino internacional para o calçado brasileiro que, no final do mês passado, alterou as condições de acesso ao Mercado único de Câmbio para pagamento de importações.

“A medida tende a limitar, temporariamente, as importações, de modo a conter a saída de divisas do País e manter o nível de reservas internacionais. Até 30 de setembro de 2022 os pagamentos das mercadorias só serão liberados após 180 dias. O fato pode, inclusive, inviabilizar negócios”, disse.

A pirataria e o comércio ilegal de calçados foram outros dois temas da pauta da conversa com o ministro Paulo Guedes. Segundo Ferreira, a indústria calçadista, assim como outros segmentos da economia, sofre com as ilegalidades.

“É uma concorrência desleal com um setor sério, que trabalha no Brasil e rende divisas e desenvolvimento para o País. É inadmissível que a situação prossiga como está”, acrescentou.