A mais extensa linha de ônibus da capital paulista, São Paulo, tem 102 quilômetros de extensão, só funciona de madrugada e leva cerca de 4h40 para completar o trajeto. Liga o terminal Amaral Gurgel, no Centro, até cidade Tiradentes, na zona leste. Para fazer o percurso, paga-se R$ 3,80.
No Rio de Janeiro, cidade com uma área urbana de quase 600 quilômetros quadrados, para se deslocar de um canto a outro, ou para chegar a Copacabana, partindo de qualquer ponto da cidade, o gasto será de R$ 3,60, valor da tarifa na capital paulista.
Já em Franca, onde poucos deslocamentos levam mais que meia hora, a população paga R$ 4,10. Vamos a um exemplo prático: do Jardim Aeroporto ao Centro da cidade, um percurso de aproximadamente seis quilômetros, o valor será de R$ 4,10.
O prefeito Gilson de Souza (DEM) sabe que o valor é alto, se comparados os valores de tarifas praticados em quase todas as cidades brasileiras de porte semelhante ou maior ao de Franca.
Tanto que, durante a campanha eleitoral, abordou o assunto. Prometeu agir para que houvesse uma tarifa justa. Prometeu também uma tarifa de R$ 1 nos finais de semana. De tudo, o máximo que avançou foi esse valor, de forma promocional e provisória, mas somente aos domingos e para pagamentos em dinheiro. Muito pouco.
Enquanto isso, os francanos seguem gastando um valor considerável de transporte, à mercê dos interesses econômicos da Empresa São José e políticos do governo municipal. As promessas de campanha – não cumpridas – vão se acumulando e a credibilidade do prefeito, pelo que se ouve nas ruas e vê nas redes sociais, está longe de ser satisfatória.



