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Pediatra alerta para graves riscos de não imunizar crianças contra a poliomielite

A campanha nacional contra a poliomielite está em andamento e espera atender cerca de 95% das crianças até cinco anos de idade

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Com o início de uma campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, especialistas têm alertado os pais para a importância de se vacinar as crianças.

A doença foi considerada erradicada desde 1994 no Brasil, no entanto, ela têm atingido outros países. Sem uma vacinação em massa, o principal alerta das autoridades é de que há o risco de novas infecções e surto no Brasil.

De acordo com Gislayne Castro e Souza de Nieto, pediatra, mestre em Ensino nas Ciências da Saúde e professora do curso de Medicina da Universidade Positivo, o poliovírus pode causar uma infecção leve ou até assintomática.

Paralisia

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No entanto, a doença também pode ser grave. Uma das principais características da poliomielite é a paralisia flácida de um dos membros inferiores.

A especialista destaca que quanto maior for a vacinação mais difícil fica para a doença retornar ao Brasil. Ela explica que a vacinação das crianças abaixo de cinco anos da seguinte forma: aos dois, quatro e seis meses com a vacina injetável, e depois dois reforços, perto de 18 meses e quatro anos anos de vida com a vacina oral contra a poliomielite.

A campanha de vacinação tem o objetivo de atender ao menos 95% das crianças de até cinco anos e atualizar a carteira de vacinação até os 15 anos. Em 2021, apenas 70% do público-alvo foi vacinado, já neste ano a vacinação contra a poliomielite ficou abaixo dos 50%.