quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 17°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Estagnação Econômica Marca 2º Tri

Compartilhar

Uma pesquisa divulgada pela Reuters nesta terça-feira, mostrou que a economia
brasileira
praticamente não cresceu no segundo trimestre. Além disso,
o investimento se manteve perto das mínimas em uma década, sinal de que o
crescimento deve ser bastante gradual daqui para frente.

Continua depois da publicidade

Isso ilustra como há espaço tanto para decepção quanto para alívio quando os
números oficiais forem divulgados amanhã às 9:00 pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Será o segundo trimestre consecutivo de
expansão, embora ainda pequena, interrompendo oito declínios seguidos.

Em termos anuais, o PIB provavelmente ficou estável, comparado à contração
de 0,4% no primeiro trimestre, de acordo com a pesquisa. As estimativas
variaram entre queda de 0,5% e expansão de 0,6%.

O economista-chefe do banco J. Safra, Carlos Kawall, disse ver sinais de
retomada “mais consistente” da atividade econômica apesar do número cheio
decepcionante. O PIB desmoronou 8 por cento entre o quarto trimestre de 2014 e
o fim de 2016, na recessão mais profunda desde o início da série histórica em
1901.

A inflação, que chegou a disparar a dois dígitos, caiu ao menor nível em
oito anos, abrindo o caminho para o Banco Central reduzir a Selic em 5 pontos
percentuais desde outubro, reduzindo os custos dos empréstimos e alimentando o
consumo. Segundo economistas, os cortes de juros parecem finalmente parece
estar dando resultados.

Nas últimas semanas, casas incluindo o JPMorgan e o Itaú, melhoraram suas
projeções de PIB após vários indicadores econômicos –desde vendas no varejo e
atividade econômica até o emprego– surpreenderem positivamente.

Mas as empresas provavelmente ainda hesitam em investir, sofrendo com dívida
alta e excesso de capacidade. A formação bruta de capital fixo atingiu o menor
nível em uma década no primeiro trimestre e economistas disseram que uma
recuperação não virá tão cedo.

O presidente Michel Temer tem levado a cabo um amplo programa de
privatizações, além de reformas regulatórias. Os poucos esforços para cortar os
gastos do governo, no entanto, provavelmente dificultarão o crescimento no
curto prazo.

Dúvidas sobre a capacidade de Temer de angariar apoio a novas reformas
estruturais vêm crescendo, diante de baixíssimas taxas de popularidade em meio
a escândalos de corrupção. Neste mês, o governo afrouxou suas metas fiscais
para todos os anos até 2020 após parlamentares se recusarem a apoiar a criação
de novos impostos.

Quer saber mais sobre empreendedorismo e sucesso?

Acesse >> www.fredabrahao.com.br

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região