quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 16°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Gilson teme reação da população e recua na ideia de instalar radares móveis

Prefeito chegou a anunciar que ruas e avenidas de Franca teriam pelo menos 11 equipamentos de fiscalização

Compartilhar

​No início do ano, a Prefeitura de Franca, por meio da Divisão de Trânsito, assumiu que intensificaria a fiscalização eletrônica sobre os motoristas da cidade. A ideia era instalar 11 equipamentos, entre radares fixos e lombadas eletrônicas.

Porém, o prefeito Gilson de Souza (DEM)

Outro ponto que colocaria Gilson em saia justa, foi as duras críticas que ele, enquanto candidato, já fez à utilização de radares fixos e lombadas eletrônicas. Em 2000, o então candidato a prefeito Gilson de Souza (terceiro colocado naquela eleição, com 21 mil votos, ou 15% do eleitorado) batia no prefeito da época, Gilmar Dominici, do PT, que havia instalado radares em vários pontos de Franca. 

Continua depois da publicidade

À época, os adversários, inclusive Gilson, alegavam que havia na cidade uma “indústria da multa” e que aquilo deveria parar. Vídeos gravados para os programas de televisão dos candidatos mostram Gilson em cruzamentos de ruas denunciando o que ele chamou de “indústria de multas”. 

Em maio último, porém, Gilson demonstrou que suas convicções em relação aos radares são outras: anunciou que 11 equipamentos deveriam ser instalados em Franca, sendo nove radares fixos e duas lombadas eletrônicas.

A argumentação do prefeito atual é exatamente a mesma utilizada por Gilmar Dominici à época: a necessidade de se disciplinar o trânsito para diminuir o número de acidentes na cidade. Sem pôr e nem tirar uma linha.

É preciso dizer que a fiscalização eletrônica pode sim cumprir com seu propósito de diminuir a quantidade de acidentes. Os equipamentos são calibrados para não errar e não multar indevidamente os motoristas.

Mas também é sabido que são uma importante fonte de arrecadação, não porque constituem uma “indústria da multa”, como diziam Gilson de Souza e os demais concorrentes de Gilmar, mas pela reincidência dos motoristas em não cumprir a legislação de trânsito.

Diante disso, fica a dúvida do que mais motivará Gilson: a segurança da população e dos próprios motoristas e motociclistas ou o medo pelo desgaste político que os radares poderiam proporcionar.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região