O Zika Vírus, provocado pelo mosquito Aedes aegypti, continua atingindo centenas de pessoas no Brasil. Em 2016, foram confirmados 130.701 casos, distribuídos em 2.306 municípios. Este ano, já foram registrados 316 casos, sendo 58 confirmados no país. Mesmo com o número menor, a doença continua atingindo crianças. Em Pernambuco, são 131 casos da síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE). A grande maioria das crianças que nasceram com microcefalia vítimas do grande surto que se iniciou em 2015 completam dois anos agora no último trimestre de 2017.
Após o processo de emergência da Visão Mundial (mais informações abaixo), foi feita uma parceria com o Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (CERVAC), iniciativa comunitária que atende pessoas com deficiências. Há cerca de dois anos, profissionais de saúde como fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas atendem dezenas de crianças com microcefalia. Além dos atendimentos clínicos, a família das crianças recebe atendimento educativo e psicológico.
O psicólogo Thiago Barreto atende os pequenos desde o início e conta sobre o trabalho que é feito no CERVAC. “Nós repassamos técnicas e exercícios para a família dar continuidade ao processo em casa, dessa forma conseguimos resultados positivos. Ao longo desses dois anos, já é possível notar os bebês que têm uma postura melhor, que choram menos, tudo isso é fruto de um esforço em conjunto”.
Thiago ainda reforça o desafio que é trabalhar com crianças com o Zika vírus. “Está sendo gratificante, mas desafiador porque estamos trabalhando com algo novo. Ainda há sintomas que não são conhecidos e temos que lidar com as demandas as famílias trazem, por isso que também fazemos conversas semanais com as mães para debater temas que elas queiram”, conclui.




