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​Déficit da Prefeitura chega a R$ 15 milhões em apenas três meses. E vai piorar…

Situação que é grave no momento vai piorar: pode faltar dinheiro para salário de dezembro e 13º

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Quem tinha alguma dúvida de que o Governo do Prefeito de Franca, Gilson de Souza (DEM) trabalha em total desiquilíbrio entre Receita e Despesa pode perder a esperança de acreditar num resto de ano melhor.

Pelo contrário. A tendência é piorar ainda mais (entenda porque,  abaixo).

Em agosto o vácuo entre o arrecadado pela Prefeitura (Receita) e o que foi gasto (Despesa) foi de R$ R$ 4.876.419,57 (quatro milhões, oitocentos e setenta e seis mil, quatrocentos e dezenove reais e cinquenta e sete centavos).

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Déficit de R$ 15 milhões

Com o buraco de agosto (veja extratos abaixo) nos últimos três meses o déficit financeiro, atinge R$ 15 milhões. E vai piorar…

Além das despesas desregradas, que não acompanham e só extrapolam a Receita, sem nenhum equilíbrio, o investimento do atual governo é pífio: em agosto foram investidos apenas R$ 525 mil (não chega a R$ 2,5 milhões no ano, contados os 8 meses computados).

Destaque-se, antes que os mais apaixonados digam que “o Gilson está fazendo muita coisa”, que não contam como investimentos, obras patrocinadas pelos governos estadual e federal que não são feitas com dinheiro do próprio município.

O DESEQUILÍBRIO

ENTRADAS (RECEITAS)

R$ 46.707.511,36

SAÍDAS (DESPESAS)

R$ 51.583.930,93

DIFERENÇA

R$ 4.876.419,57

Restos a pagar

Sem dinheiro a não ser para pagar as despesas desregradas, o governo Gilson de Souza está dando calote nos “Restos a Pagar” que sempre são dor de cabeça para os prefeitos na hora em que as contas são analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE.

Em agosto a Prefeitura tinha débitos oficializados de R$ 16.930.417,73 (dezesseis milhões, novecentos e trinta mil, quatrocentos e dezessete reais e setenta e três centavos).

Pior: o pagamento de agosto no item “Restos a Pagar” foi igualmente pifio: apenas R$ 118.657,92 (cento e dezoito mil, seiscentos e cinquenta e sete reais e noventa e dois centavos).

No ano, a Prefeitura, sob o comando de Gilson, só efetuou R$ 20.2 milhões de depósitos nas contas de “Restos a Pagar”.

Contas acumulam

Para o leigo fica difícil entender a mágica que os administradores conseguem fazer para dizer que as contas estão sob equilíbrio.

Mas um outro dado preocupa sobre o endividamento da gestão Gilson de Souza: as despesas empenhadas e não processadas e as processadas e não pagas.

A grosso modo significa que o prestador ou fornecedor de serviço à Prefeitura fez o trabalho ou entregou o produto e emitiu a respectiva Nota Fiscal.

Esta Nota Fiscal foi empenhada, mas não entrou na lista de pagamentos do mês ou entrou, mas o pagamento não foi feito porque o prefeito não autorizou.

Neste aspecto o quadro não é menos assustador: a Prefeitura deve aos seus fornecedores e prestadores de serviços, R$ 81.240.634,43 (oitenta e um milhões, duzentos e quarenta mil, seiscentos e trinta e quatro reais e quarenta e três centavos).

DÍVIDA SE ACUMULA

DESPESA EMPENHADA NÃO PROCESSADA

R$ 49.729.484,87.

DESPESA PROCESSADA NÃO PAGA

R$ 31.511.149,56.

TOTAL

R$ 81.240.634,43

E o 13º salário?

O Município não tem nenhuma provisão para o pagamento das duas folhas do mês de dezembro (salário de novembro e 13º salário) que girarão em torno de R$ 48 milhões (R$ 24 milhões até o 5º dia útil e outros R$ 24 milhões até 20 de dezembro). 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região