sexta-feira, 19 jun 2026 ⛅ Franca/SP 14°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Seu chefe é uma pessoa tóxica? Saiba aqui como descobrir!

Por ser mais difícil de ser identificada, a violência psicológica tende a ter seus efeitos minimizados e também se espalha por relações profissionais

Compartilhar
Angry manager woman arguing disagreeing about bad business contract, diverse colleagues having conflict dispute about document sitting in office desk during brainstorming partners working in boardroom
Comportamento tóxico também atinge relações de trabalho – foto Freepik

 

Um relacionamento só costuma ser considerado abusivo quando há violência física frequente ou situações extremas, como cárcere privado.

Por ser mais difícil de ser identificada, a violência psicológica tende a ter seus efeitos minimizados.

Como não deixa marcas visíveis, essa forma de abuso se espalha por relações além das familiares, chegando a clubes de esportes, escolas e empresas. Mas como saber se você tem um chefe tóxico?

Continua depois da publicidade

Dentre as estratégias usadas pelo abusador está a manipulação de informações e uma constante mudança de opinião.

Se ele disse algo ontem, fala o contrário hoje e nega com veemência que tenha dito a primeira versão. Isso faz com que o subordinado perca a noção do que é certo ou errado e passe a ter medo de tomar decisões.

Outro caminho comum é uma crítica disfarçada de elogio. Funciona assim: após uma ação realizada pelo funcionário, o dominante afirma que o que foi feito está correto, mas que a maneira como foi executada está completamente errada. E isso acontece mesmo quando todos os passos foram combinados entre eles.

E há também o silêncio. É como se o outro não existisse, mesmo quando age da maneira que era esperada. Não há uma palavra sequer. Nem elogio, nem um ato de consideração ou explicação pela ausência de interação.

O silêncio se torna ensurdecedor e dá margem para diversas interpretações, o que se torna um sofrimento imenso para a vítima. Em todos eles há uma humilhação velada.

Identificar um relacionamento abusivo é muito difícil, porque normalmente o dominante já construiu uma imagem de superior, de herói, de mito.

É por isso que muitas mulheres não conseguem se libertar de maridos dominadores, e funcionários não conseguem pedir demissão.

Acreditam que devem algo ao algoz. O mesmo se repete em esferas maiores como na relação com líderes religiosos ou políticos.

Nas corporações, as reclamações para solucionar o problema diversas vezes caem no colo do departamento de recursos humanos. Só que solucionar o problema na causa é tarefa complexa. Algumas vezes, para eliminar o ambiente tóxico é preciso retirar o abusador de cena.

Sem poder para tanto, restam caminhos paliativos como oferecer assistência psicológica, lugares de trabalho descolados e até atividades lúdicas no ambiente. Mas isso não resolve o problema.

Para os chefes tóxicos, porém, há novo desafio. Uma nova geração que não se submete. Eles dão de costas e vão embora, sem nenhum sinal de culpa ou preocupação.

O resultado é que as corporações estão sendo forçadas a rever seus processos internos com uma escuta mais ativa.

Aos autoritários restará cada vez menos espaço onde se sentirão abrigados e livres para viabilizar as próprias insanidades. Serão, quando menos esperarem, isolados.

*Informações Isto É Dinheiro