A bancada mineira se uniu, a Cemig entrou com várias ações judiciais, buscou parceiros e até tentou empréstimo no BNDES, mas nada conseguiu impedir a venda das quatro usinas, que foram leiloadas nesta semana pela União.
Para tentar remediar a perda de Jaguara, São Simão, Volta Grande e Miranda, que significam cerca de 40% da geração, a empresa estaria negociando um acordo com os chineses, que arremataram São Simão, para ficar com pelo menos um pedaço dessa, que era a maior usina da empresa.
Durante uma reunião fechada com os funcionários, realizada nessa sexta-feira (29) em Belo Horizonte, o presidente da companhia, Bernardo Salomão Alvarenga, teria anunciado que, em troca, os chineses ficariam com a participação de 22,4% que a Cemig tem na usina de Santo Antônio, em Rondônia, e também com parte da Light, distribuidora que atua no Rio de Janeiro.
O negócio não seria uma surpresa. Em meados deste ano, o diretor de finanças e relações com investidores da Cemig, Adézio de Almeida Lima, chegou a confirmar que a negociação para a venda de Santo Antônio estaria avançada. Na época, quem aparecia como o mais provável comprador era exatamente o grupo chinês State Power Investment Overseas (Spic), que acabou de arrematar São Simão por R$ 7,1 bilhões, 6,5% a mais do que o esperado pela União.




