Funcionários da Câmara Municipal que auxiliam a Comissão Processante da Câmara dos Vereadores tentaram, nesta quarta, notificar o prefeito Gilson de Souza (DEM) sobre a abertura dos trabalhos da CP e lhe dar ciência de seu prazo de dez dias úteis para que apresente sua defesa por escrito.
Mas, segundo informações obtidas no Paço Municipal, Gilson continua em viagem para São Paulo e só retornará ao gabinete, para dar expediente, nesta quinta-feira, quando uma nova tentativa de notificação será feita pelo Legislativo.
Gilson é acusado de não estar fiscalizando os vendedores ambulantes da cidade, o que pode caracterizar renúncia de receitas para o município de Franca. Na mesma acusação, a comissão vai investigar suposto favorecimento a uma construtora de Ribeirão Preto, que está com um empreendimento em curso em Franca.
Caso a comissão não consiga notificar Gilson de Souza até o fim desta semana, quando esgota o prazo para que isso ocorra, o ato terá de ser feito por edital publicado no Diário Oficial do Município, que tem a mesma força legal.
A Comissão Processante poderá, no final dos trabalhos, absolver ou então pedir a cassação do mandato do prefeito Gilson de Souza.



