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Economista faz projeção de cenário econômico em evento da Abicalçados

Denise Palermo falou sobre o panorama político que dá insegurança à economia do setor

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A Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – realizou ontem, 3, em Novo Hamburgo/RS, o evento Análise de Cenários, cujo objetivo principal era propor uma reflexão mercadológica sobre esse ano, 2017 e o ano que vem, 2018. Patrícia Palermo, doutora em economia ressaltou, que a economia brasileira dá sinais de melhoras, porém é preciso ficar atento ao ambiente político. Acompanhe:

Na palestra, a economista afirma que desde a denúncia contra o presidente Michel Temer, o mercado demonstrou sinais de insegurança“O governo se manteve, o câmbio voltou a cair e o mercado entendeu, não por gostar da pessoa do Michel Temer, mas que a agenda econômica proposta pelo governo é importante para que o país se desenvolva”, comentou. Patrícia ressalta, ainda, que o crescimento frágil e lento, previsto no início do ano, mesmo abalado pela crise política, acabou se confirmando. 

Segundo a doutora, o mercado no ramo informal, formado por trabalhadores sem carteira assinada ou autônomos ocupados tem reagido positivamente, assim como o aumento do consumo das famílias, resultado do acesso às contas inativas do FGTS, que injetou mais de R$40 bilhões na economia nacional. 

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Em um cenário político, Patrícia comenta sobre as próximas eleições, em 2018: “No próximo ano teremos uma das eleições mais incertas dos últimos tempos”. Em uma projeção, ela prevê dois caminhos para esse assunto: se a luta pela punição de corruptores se tornar efetiva, é possível que uma retomada econômica seja consolidada. Esse é o lado mais otimista, mas em outra perspectiva, se a crise política agravar, pode ser um limitador para aprovações de reformas importantes, principalmente em um momento eleitoral, quando as votações possuem grandes chances de serem engavetadas.

Com o cenário traçado, embora nebuloso, Patrícia projetou um crescimento de 2,3% no PIB já em 2018 e de 2,5% em 2019. Para o ano corrente, a previsão é mais modesta, mas não menos importante, de 0,7%. “Levando em consideração que perdermos 3,8%, em 2015, e 3,6%, em 2016, esse crescimento não aponta uma recuperação total, mas já é um ótimo sinal”, frisou. 

O Análise de Cenários faz parte da programação da Semana do Calçado, uma iniciativa do IBTeC e Sebrae que acontece dos dias 1º a 5 de outubro, em Novo Hamburgo/RS. O encontro, que contou com presença de empresários do setor coureiro-calçadista foi uma realização da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

Cesar Colleti

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