No período em que a bandeira tarifária passa para vermelha, no seu mais caro patamar, com a cobrança adicional nas contas de luz dos brasileiros, que pagarão mais R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos, a geração de energia pela biomassa sucroenergética continua contribuindo fortemente para que não haja um cenário ainda mais oneroso e preocupante para o consumidor.
Cálculos do gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Zilmar de Souza, indicam que o volume de energia elétrica obtido da palha e do bagaço de cana foi equivalente a economizar quase 11% das águas nos reservatórios das hidrelétricas do submercado Sudeste/Centro-Oeste, o principal do País, responsável por 60% do consumo de eletricidade.
“Como a geração da bioeletricidade sucroenergética ocorre de forma predominante no período seco e crítico do sistema elétrico, a biomassa funciona como `reservatórios virtuais´ instalados nos canaviais, e preservam o volume útil das hidrelétricas no Brasil. Atualmente, a energia armazenada nos reservatórios hidrelétricos no Sudeste/Centro-Oeste está com apenas 25% da capacidade máxima. Imagina como estariam sem a produção estável e previsível da bioeletricidade?”, questiona Souza.
Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que de janeiro a agosto deste ano, a biomassa canavieira gerou para o Sistema Interligado Nacional (SNI) um total de 15.517 GWh, valor 7% superior ao mesmo período de 2016.




