Uma das principais características das mudanças climáticas são os extremos: ou chove demais ou não cai uma gota sequer. Em vista disso, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, aposta em reservação de água e vem conversando com o titular da Secretaria do Meio Ambiente, Maurício Brusadin, para dar celeridade ao processo.
O secretário lembra que São Paulo passou pela maior seca de sua história, há dois anos, e aprendeu a lição. “Na época, chegamos adotar restrições para a irrigação”, relembra.
Jardim acredita que o problema não seja a falta de água, mas a dificuldade de sua reservação. “Do ponto de vista da agricultura, não significa que teremos menos água. Tem hora que terá menos e outra que terá mais. Isso implica em mudar o conceito de manejo dos recursos hídricos: ter mais reservação e cuidado em relação ao escoamento”, argumenta.
“Cada vez que o agricultor quer fazer uma represa, leva anos para conseguir autorização. Precisamos simplificar isso, porque reservar água é importante e também contribui para o meio ambiente. A ação mantém o equilíbrio da flora e da fauna”, defende.




