Seis vereadores requisitaram, meses atrás, informações do prefeito Gilson de Souza (DEM) sobre uma suposta viagem que teria sido realizada por ele à Argentina, nos dias 22 e 23 de junho, uma quinta e sexta-feira.
Gilson respondeu que não viajou mas, ainda assim, o grupo insistiu no assunto, solicitando comprovações do prefeito de que ele cumpriu expediente, como atas de reuniões ou documentos por ele despachados naqueles dias.
“Nada de absurdo, pois estamos exercendo o nosso direito – e dever – de fiscalizar o chefe do Executivo. Ainda mais que a Lei Orgânica do Município prevê a obrigatoriedade do pedido de licença à Câmara para o prefeito sair do país por qualquer período que seja, sob pena, no descumprimento, de perder o mandato”, disse um dos vereadores que assinou o pedido.
Exagerado ou não, é lei e tem que ser cumprido. Mas não é o que mostrou defender ontem a base governista, principalmente Corrêa Neves Júnior (PSD). Para ele, é preciso acreditar na boa-fé de Gilson em dizer que não foi viajar. Curiosamente, a nota denunciando a viagem do prefeito foi publicada no jornal impresso e no portal dos quais ele é proprietário.




