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Vários produtos puxam alta de 4,04% este mês, nos supermercados de Franca

Segundo pesquisa, Grupo “Frios e Laticínios” evidenciou a maior alta do mês de dezembro, com 9,33%

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O Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais – IPES realizou no início deste mês, levantamento de preços ao consumidor nos supermercados de Franca, e registrou alta no valor do conjunto de produtos pesquisados.

A pesquisa segue um padrão metodológico, possibilitando a consolidação de dados coletados em 15 estabelecimentos do setor. Os critérios de marcas e de pesos/volumes são mantidos, garantindo a presença de um parâmetro mensal.

A Tabela 1, a seguir, detalha a composição dos preços pesquisados no mês de dezembro.

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Ao efetuar a comparação entre os levantamentos realizados nos meses de novembro e dezembro, percebe-se que houve elevação nos preços dos itens ofertados nos supermercados de Franca na ordem de 4,04%, em sua média. Já com relação aos valores absolutos, destaca-se que a pesquisa anterior apresentou um somatório total de R$ 421,66, diante dos R$ 438,71 apurados no levantamento atual.

Os dados coletados são agrupados de acordo com sua natureza, permitindo assim, verificar a situação em cada uma das categorias de produtos. A Tabela 1 demonstra tais dados de forma detalhada. Ainda é possível contemplar que o Grupo “Frios e Laticínios” evidenciou a maior alta do período, com 9,33%, já o Grupo “Básicos” seguiu a tendência de alta e acumulou mais 7,02 pontos percentuais ao acumulado. Este e outros resultados, podem ser contemplado no Gráfico 1.

A seguir, serão demonstrados alguns itens que compõem os grupos pesquisados:

Grupo Básicos: apresentou alta, em sua média. Os produtos que tiveram maiores impactos na média de preços foram: a Alface, a Banana, o Feijão e o Tomate. É importante apontar, que não houve a incidência de produtos que afetassem o grupo negativamente, de forma significativa.

Alface Americana: Com uma elevação de 35,81 pontos percentuais, a Alface foi o produto com maior destaque na pesquisa de dezembro. Seu preço variou de R$ 2,98 para R$ 4,05 nas duas últimas pesquisas. O fator clima foi a principal motivação, pois o forte calor, aliado às constates chuvas ocasionaram a expressiva alta de preços na verdura.

Banana Prata: No caso da fruta, também foi percebida uma alta considerável, seu valor médio passou de R$ R$ 2,18 para R$ 2,80, ou seja, com preço em dezembro 28,01% acima do encontrado no mesmo período de novembro. Além da influência climática, que também prejudicou o cultivo, a redução da oferta, por parte do produtor, ajudou na alta do produto.

Feijão: Em novembro o quilo do produto era encontrado a uma média de R$ 8,22, já no levantamento deste mês observa-se um preço de R$ 9,60, ou seja, uma elevação de 16,75%. Caso semelhante aos anteriores, uma vez que as fortes chuvas foram responsáveis pela perda de parte da produção no sul do Brasil.

Tomate: Já se tornou comum ver o tomate entre os produtos com maiores oscilações. Em dezembro, seguindo o ocorrido no levantamento passado, a fruta apresentou alta, foram 27,09% a mais em seu valor médio. Neste caso também ponderou a influência climática, uma vez que parte da lavoura se perdeu devido às fortes chuvas.

Grupo: “Carnes”: apresentou nova alta em seu valor, estando praticamente todos os tipos e cortes pesquisados com preços acima do apurado em novembro.

Carne Bovina: O bovino apresentou alta em seu valor médio geral, a exemplo do ocorrido no mês de novembro, apenas o “Coxão Mole” apresentou queda, mas não o suficiente para impactar na média geral do bovino. Da mesma forma, as exportações são o fator preponderante para que a alta se mantenha, e especialistas avaliam que o quadro deve se manter para 2016.

Carne Suína: As exportações também se apresentam como o principal fator de elevação da carne de porco. No mês de novembro, por exemplo, foi registrado o maior volume de suínos vendidos para fora do Brasil, desde outubro de 2009.

Grupo “Frios e Laticínios”: O grupo foi o que apresentou a maior alta, na média geral, no mês de dezembro. A explicação se encontra no fato de os produtos com maiores elevações de preço (Apresuntado Fatiado e Linguiça de Pernil), serem derivados do suíno que, como verificado, está com exportações ascendentes.

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