Audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) foi marcada pela presença maciça de servidores públicos e representantes de sindicatos e centrais sindicais de diversos setores da economia, que protestavam contra o PL 920/17, enviado pelo governador Geraldo Alckmin no mês de outubro, que congela os investimentos do Estado em serviços públicos – Saúde, Educação, Segurança pública, entre outros, por dois anos.
Caso seja aprovado, o PL – considerado uma cópia da PEC 55 do governo federal, que congelou os gastos da União por 20 anos –, além do congelamento dos investimentos e reajustes abaixo da inflação, os servidores ficarão sem reajustes, com evolução funcional paralisada e outros direitos suspensos, como quinquênio, licença prêmio e sexta-parte.
A mobilização da categoria visa a retirada do PL da pauta da Alesp.
Projeto
De acordo com o secretário da Fazenda do Estado, Helcio Tokeshi, o projeto foi apresentado em função da queda de receita nos últimos três anos e da necessidade de renegociação da dívida do Estado com a União. Segundo ele, o projeto “apenas cumpre uma formalidade” para o acordo feito com base nas Leis 148 e 156, que estabelecem mudanças nas regras de amortização e estoque da dívida, possibilitando a redução de juros e do montante a ser pago, com uma economia para o Estado da ordem de R$ 17,4 bilhões.




