
Uma linha funda da região do peito até o abdômen denuncia uma diástase, a separação dos músculos reto abdominais. Apesar de pouco conhecida, a condição é muito comum no pós-parto. “Durante a gravidez, as fibras musculares retas que sustentam o abdômen se estiram, e esse afastamento forma um pequeno buraco separando os dois lados da musculatura”, explica o preparador físico Felipe Kutianski. “Esse problema está relacionado aos hábitos da gestante e a seu porte físico”, completa.
As causas podem ser muitas: gestações múltiplas, obesidade, bebé muito grande, excesso de líquido amniótico, hormônios que provocam relaxamento muscular, desnutrição, sedentarismo, ganho de peso exagerado na gestação. “Grávidas que já praticavam exercícios físicos antes da gestação apresentam diástase com menor frequência, já que a musculatura abdominal, que foi exercitada antes da barriga crescer, apresenta uma maior flexibilidade e capacidade de extensão, e assim, menos chance de se distender”, destaca Felipe.
Ele sugere que para se evitar a diástase, a gestante deve procurar uma nutricionista para ter uma alimentação equilibrada. É essencial para evitar o sobrepeso e o distanciamento dos músculos “Caminhadas e exercícios podem e devem fazer parte da vida da grávida, tudo com acompanhamento especializado”, alerta.




