Desde 2014, os estabelecimentos públicos de saúde apresentam uma certa estabilidade no uso de computadores e acesso à internet, segundo dados do levantamento anual realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).
O resultado do levantamento diz respeito ao ano de 2016 e foi apresentado durante o 8° Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, que aconteceu no último dia 15 de novembro na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul.
Enquanto o uso de computador e o acesso à Internet são universais entre os estabelecimentos privados (100%), esta ainda não é uma realidade entre os estabelecimentos públicos: 87% dos estabelecimentos públicos afirmaram utilizar o computador e 76% acessaram a Internet. Entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que representam a maioria dos casos dos estabelecimentos que não usaram computador ou a Internet, a pesquisa estima que 5.779 UBS não usaram computadores e 11.107 não acessaram a Internet, nos 12 meses que antecederam a pesquisa.
Ainda no que diz respeito à infraestrutura, as velocidades de conexão mais utilizadas pelos estabelecimentos de saúde variavam em 2016 entre 1 Mbps a 10 Mbps (35%). A série histórica revela o crescimento do uso das conexões mais velozes e redução das conexões menos velozes, especialmente entre aquelas de até 250 Kbps. A pesquisa também observou que apenas 19% dos estabelecimentos de saúde brasileiros possuíam área, setor ou departamento de TI, com destaque para aqueles com internação e mais de 50 leitos (71%).




