
Depressão, ansiedade, fobia social, hiperatividade. As palavras cada vez mais comuns para definir sintomas vistos com frequência entre os adultos, agora também fazem parte da realidade de muitos jovens. É o que diz uma pesquisa realizada pelo RSPM – Royal Society for Public Health, que verificou o aumento de 70% dos casos de depressão e ansiedade em jovens de 12 e 25 anos.

Para a psicóloga Maria Eugênia A. Biondi, da Clínica Amplitude, isso ocorre porque a adolescência é uma fase onde os jovens se deparam com uma série de mudanças e conflitos, bem como a transição para a fase adulta. Nesse período, parte desses conflitos acaba se expressando por meio de alguns sintomas, e não necessariamente preenchem algum critério diagnóstico. “O que ocorre em alguns casos é a desvalorização dos sintomas ‘emocionais’, por exemplo, quando estamos com dor na barriga, febre, dor na cabeça, etc, imediatamente vamos ao primeiro posto de saúde com o objetivo de tratar aquela dor, certo? E agora o que acontece quando apresentamos sintomas de doenças de origem emocional? Deixamos pra lá, ou julgamos que é bobeira, ou dizemos que logo vai passar”, pondera ela, que completa: “o fato de não tratarmos as questões relacionadas à Saúde Mental como algo sério, acabamos colaborando nos resultados de pesquisas como essas, ou seja, sintomas não tratados evoluindo para quadros clínicos mais graves”.




