O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal reservaram R$ 6 bilhões para restituir clientes que perderam dinheiro em cadernetas de poupança por conta dos planos econômicos implementados nas décadas de 1980 e 1990. Os dois principais bancos públicos do País são os que têm os maiores passivos cobrados por meio de ações judiciais cíveis.
A exigência dos autores das ações é a reposição dos valores que deixaram de receber a título de correção monetária na época dos planos Bresser (1998), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991) por parte dos bancos. Todos estes planos foram editados pelo Poder Executivo e aprovados pelo Congresso Nacional.
Segundo o formulário de referência que reúne as informações financeiras apresentadas pelo Banco do Brasil, a instituição separou R$ 4.532 bilhões somente para fazer frente ao que seus assessores jurídicos classificam como “perdas prováveis”.
No caso da Caixa , a empresa revelou, em sua demonstração contábil de junho deste ano, o provisionamento de R$ 1.533 bilhões para assumir o “risco provável” de ter que repor os expurgos inflacionários que motivaram o ajuizamento de milhares de ações judiciais contra as instituições financeiras públicas e privadas.




