Campanha Agosto dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação – foto Freepik
O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação. O processo é muito importante para o desenvolvimento do bebê, contudo, muitas mulheres sentem dificuldades para amamentar.
Segundo um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), traumas mamilares, como escoriações, fissuras e vermelhidão, estão entre as principais dificuldades enfrentadas por puérperas nos três primeiros dias após o parto.
De acordo com Ana Carolina Ferreira, consultora de amamentação e especialista em ordenha de leite materno, as fissuras podem ser consideradas normais nas primeiras duas semanas do bebê até o primeiro mês.
Isso porque este é um período de adaptação tanto para a mãe quanto para a criança. Porém, caso o problema persista, é necessário buscar orientação médica.
Causa do problema
As fissuras ou rachaduras nos mamilos geralmente são consequências da posição “inadequada” do bebê em relação à mama e/ou de técnica incorreta de sucção. No entanto, segundo a especialista, existem alguns cuidados que ajudam a evitar o agravamento das lesões.
“É importante avaliar se não existe algo no bebê que impeça uma mamada efetiva, com a pega correta do peito e sem nenhum impeditivo, como freio de língua e até mesmo torcicolo. A mãe também precisa se atentar à sua produção e posição durante a amamentação”, pontua ela.
O que fazer se as fissuras não melhoram?
Conforme a profissional, é preciso prestar atenção ao problema quando as fissuras e dores não melhoram a partir da 2ª semana de amamentação.
“É preciso identificar, tratar e corrigir o que está causando este sintoma. Aí é que entra o trabalho de uma consultora de amamentação. Ela vai ajudar na identificação do problema e, se preciso, orientar a um tratamento com uma equipe multidisciplinar, que pode envolver fonoaudiólogos, pediatras, osteopatas e outros profissionais”, explica.
Para amenizar as dores durante o aleitamento, a mulher pode recorrer a tratamentos com pomadas, laser, conchas de prata, entre outros. Porém, é preciso lembrar que eles vão tratar aquele sintoma em específico.
“Caso a mãe trate apenas o sintoma da fissura, nesse caso, de nada vai adiantar. Isso porque, quando o peito se recuperar e o bebê voltar a mamar, vai acontecer tudo de novo. Por isso, a importância de tratar a causa do problema”, finaliza Ana Carolina.
*Informações Alto Astral



