A guerra está declarada no Paço Municipal. O relacionamento entre o prefeito Gilson de Souza (DEM) e seus procuradores municipais, que já não andava bem, zangou de vez. Um projeto de lei apresentado pelo prefeito na Câmara dos Vereadores foi publicamente contestado pelos procuradores, o que causou um grande mal-estar na administração.
O projeto já não teve um bom início. Apresentado para ser votado em regime de urgência na terça-feira, teve sua apreciação adiada pelos vereadores, até porque foi protocolado errado, como “projeto de lei” e não como “projeto de lei complementar”, tendo o chamado “enquadramento indevido”.
A proposta é que o secretário de negócios jurídicos, cargo vago até o momento, receba atribuições típicas dos procuradores municipais, os seja, inerentes a servidores públicos concursados.
O objetivo verdadeiro seria exercer controle sobre os procuradores do município e “regularizar” a ocupação, por um comissionado, em ação já dada como inconstitucional pelo Ministério Público, das funções que eram exercidas pela advogada Marcela Francisco, que era coordenadora jurídica e teve de ser exonerada.




