Especialistas ouvidos por pesquisas em todo o Brasil contaram algumas possíveis “fraudes” que vendedores ou produtores de alimentos podem utilizar para enganar os consumidores na hora da ceia. Peru, chester, peixes, azeite, carnes embutidas e até enfeites natalinos entram nessa lista.
As tradicionais aves de ceias de Natal, como peru e chester, são justamente os exemplos mais citados como passíveis de fraude.
Isso porque, depois de abater e limpar os animais, os produtores precisam resfriar as carnes rapidamente para impedir a entrada de bactérias. Elas são mergulhadas em água gelada para iniciar o resfriamento – saem de uma temperatura de 30º C para praticamente zero, em poucos segundos. Parte dessa água é absorvida pelo corpo da ave, aumentando seu peso.
A água e o gelo fazem parte do processo de produção de proteína animal, mas há um limite determinado por normas técnicas que deve ser obedecido, explica Alexander Dornelles, especialista em inspeção animal e membro do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa).




