Qualquer gozação ou agressão sofrida por uma criança na escola pode ser considerada bullying? Para a assistente social e autora americana Signe Whitson, especializada em bullying e gerenciamento de conflitos entre crianças e adolescentes, é preciso aprender a diferenciar entre os comportamentos praticados dentro da escola justamente para não banalizá-los – e para saber como interferir em cada situação. Se tudo vira bullying, perde importância, comentou Whitson.
Segundo ela, a palavra bullying está sendo usada com tanta frequência que as pessoas pararam de prestar atenção. Os professores dizem, ‘estou cansado de ouvir isso’. O problema é que há crianças que estão sob risco real e os adultos não estão prestando atenção, porque estão cansados do assunto, diz.
O tema voltou ao debate no Brasil em outubro, quando um adolescente goiano disparou contra colegas dentro da escola, matando dois e ferindo outros quatro, incluindo uma jovem que ficou paraplégica. Ainda investiga-se se ele foi alvo de bullying antes dos atos.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), cerca de 195 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental disseram, em 2015, terem sofrido bullying por parte dos colegas.




