Países asiáticos respondem por mais de 85% do total importado pelo Brasil
Ao contrário das exportações, as importações de calçados seguem em alta. Entre janeiro e setembro, entraram no Brasil 23 milhões de pares.
Por esses calçados, foram pagos US$ 348 milhões, incrementos tanto em volume (13,4%) quanto em receita (28,2%) em relação ao mesmo período do ano passado.
As principais origens seguem sendo os países asiáticos, que respondem por mais de 85% do total de calçados que entram no País.
Entre janeiro e setembro, o Vietnã embarcou 7,64 milhões de pares para o Brasil, pelos quais foram pagos US$ 170,44 milhões, incrementos tanto em volume (26,8%) quanto em receita (35,2%) em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Na sequência, apareceram a Indonésia, que exportou ao Brasil 3,27 milhões de pares por US$ 65,6 milhões, incrementos de 43% e 42,6%, respectivamente, ante 2022; e a China, com 8,45 milhões de pares e US$ 39,17 milhões, queda de 3,7% em volume e incremento de 1,5% em receita.
Segundo Ferreira, o aumento das importações é potencializado pelo problema da isenção de impostos para remessas de plataformas cross border (e-commerce internacional) em produtos de até US$ 50.
“A junção dos fatores trazem uma concorrência desleal e extremamente dura para a indústria brasileira de calçados”, comenta.
Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc -, as importações de janeiro a setembro somaram US$ 20,9 milhões, 4,4% menos do que no mesmo período de 2022. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.



