É permitido desmarcar reunião por WhatsApp? E adicionar o chefe no Facebook na primeira semana de trabalho? Conversar com clientes por inbox do Facebook? E colocar foto de casal no perfil no e-mail corporativo vale? As redes sociais criaram uma porção de atalhos nas relações pessoais, mas até que ponto é possível transferir o comportamento que existe nas redes para o ambiente de trabalho, principalmente em setores mais formais?
Para Douglas Gonçalves, consultor em mídias sociais, o profissional que recebe um pedido de amizade do chefe nas redes sociais não tem muita escolha, senão a de aceitá-lo. “Você sente uma obrigação social em adicionar. Em algum momento ele vai perceber que você não aceitou e isso acaba criando uma situação desconfortável”, comentou. Porém, de acordo com o especialista, é preciso ter cautela com a relação que vai se estabelecer por ali. “É preciso ter bom senso, se você trabalha num ambiente informal ou, ainda, é home office [trabalha em casa], é de esperar que conversas importantes aconteçam pelas redes. Mas se não, é melhor mandar um e-mail ou fazer uma ligação.”
A mesma dica vale para o uso de WhatsApp e mensagens privadas no Facebook para assuntos profissionais. “É preciso conversar antes com a equipe da empresa para saber se a prática é aceita. E não queira ser você a inaugurá-la, a não ser que você seja o chefe”, alertou Douglas.
A designer gráfica Virgínia Alves Macedo, 48 anos, lembra que quando trabalhou como consultora de vendas em uma concessionária de veículos da cidade, precisava seguir à risca a cartilha definida pela empresa para o uso de e-mails e outras ferramentas tecnológicas. “Todas as nossas mensagens eram monitoradas e qualquer postura mais amistosa para nos aproximarmos dos clientes era considerada inadequada. A conduta tinha que ser extremamente profissional, o que nos deixava até confusos, já que as relações pareciam tão próximas”, conta.




