Elas estavam comprometidas. Casadas ou em relacionamentos longos. Agora estão viúvas ou novamente solteiras, não necessariamente sozinhas na vida. Algumas conservaram as amizades; outras gozam apenas da companhia dos filhos. Muitas sentem certo vazio, que aos poucos, tratam de preencher. Por vezes, mágoas e saudades são ingredientes dessa nova fase. A redescoberta do prazer de estar só e não ter a quem dar satisfações também faz parte.
Há mulheres que se refazem na própria companhia, mergulham em si mesmas e, nessa jornada, mudam muita coisa além dos cabelos e das roupas – por vezes deixam a vida sentimental como uma conta para ser resolvida no futuro. “E não há nenhum problema nisso, já que estar solteira deixou de ser um problema. Mas há inúmeras outras que sentem falta de alguém ao lado numa fase da vida em que afeto e sexo já não rimam com quantidade e sim com qualidade. E, então, elas saem em busca”, observa a psicóloga Nair Rocha de Oliveira.
É o que começou a fazer a comerciante Valéria Dutra Soares, 58 anos, após quatro anos de viuvez. “Comecei a sentir a solidão, embora tenha amigos e meus filhos por perto. Na verdade, o coração quer amar de novo”, admite.
Mas qual a receita para conhecer alguém, se apaixonar mais uma vez, começar um novo relacionamento e, dessa vez, dar certo? “Uma boa atitude é mudar o foco e ter um olhar mais otimista em relação ao rompimento ou viuvez e à fase de ‘solteira de novo”, sugere Nair. Para completar, é preciso encontrar o que faz se conectar consigo mesma. Pode ser uma atividade física, um grupo de amigos ou amigas, atividades voluntárias, terapia. “E vale tudo que contribua para melhorar a autoestima, já que não é nada raro a mulher que descasa ou fica viúva sentir-se insegura para retomar os tempos de paquera e sair em busca de um novo amor”, completa a psicóloga.




