A estratégia do governo paulista na abordagem do combate à febre amarela continuará a mesma, após divulgação de informe da Organização Mundial de Saúde (OMS), que considerou todo o estado de São Paulo como área de risco para a doença.
Regiane de Paulo, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, afirma que a mesma estratégia de combate à doença será mantida. “Nada do que a OMS disse vai mudar o que a gente vem fazendo desde 2016. Todas as estratégias para impedir a circulação do vírus estão sendo feitas, tanto em termos de captura de vetor, estratégias de vacinação e epidemiológicas”, destacou.
Para a diretora, a recomendação da OMS é de caráter preventivo, já que a organização não pode prever os deslocamentos a serem feitos por um viajante no Brasil. “Para nós, que temos o território muito claro quais são as áreas de recomendação (de vacina), nada muda”, explicou. Ela cita como exemplo o estrangeiro que se desloca da capital paulista para Atibaia, onde há indicativo de vacinação. “A OMS não tem como fazer esse diagnóstico, então para eles é muito mais fácil fazer a recomendação geral.”
Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que a estratégia para São Paulo está mantida e destacou que a recomendação da OMS é uma “medida ampliada de cautela”. “A determinação das áreas de vacinação foi feita de acordo com o acompanhamento da circulação do vírus, baseada no mapeamento epidemiológico das regiões. A vacinação está sendo intensificada nas áreas com risco de infecção pela doença”, diz o texto.




