Tradicionais no nordeste brasileiro e ganhando cada vez mais espaço na capital paulista, os blocos de rua se consolidam como principal atração de Carnaval em Franca e nas cidades da região de Ribeirão Preto, dentro de programações que incluem shows e bailes de salão.
Ainda sofrendo os efeitos da crise econômica, a maioria das prefeituras tem optado por apoiar os blocos e outros tipos de manifestação, a bancar os custos dos desfiles das escolas de samba, que ano a ano perdem força no interior do Estado.
Franca e Batatais estão entre as poucas cidades que ainda patrocinam as agremiações. Aliás, há dois anos os carros alegóricos não saíam das quadras de Batatais, porque a administração alegava não ter como arcar com os R$ 75 mil destinados a cada escola.
Em Ribeirão, desde 2014 os desfiles também não são promovidos por falta de verba. Na época, a administração estimava em R$ 1,2 milhão o gasto com a folia de rua. Aos poucos, a própria liga carnavalesca foi enfraquecendo, segundo a atual secretária da Cultura, Isabela Pessotti. “São poucas as escolas que ainda fazem esse trabalho durante o ano todo. Eles pedem que a manifestação seja no espaço da quadra. Por hora, não temos um carnaval de rua fortalecido. Essa tendência de blocos, que vem de São Paulo, do Rio de Janeiro, acontece em Ribeirão também”, diz.




