A adição de outros
materiais vegetais ao café torrado e moído será mais facilmente desvendada por
meio dos novos métodos de detecção desenvolvidos por pesquisa da Embrapa
Agroindústria de Alimentos (RJ) e parceiros. As novas técnicas permitirão aos
órgãos de fiscalização e de controle de qualidade detectar, com mais eficácia,
adulterantes misturados ao pó de café.
Método identifica
adulterantes em tempo real
De acordo com os
pesquisadores da Embrapa Edna Maria Moraes Oliveira e Otniel Freitas Silva,
líderes da equipe de cientistas do projeto, os métodos desenvolvidos pela
pesquisa apresentaram rapidez, precisão e especificidade para detectar e
identificar os adulterantes mais comuns adicionados ao café torrado e moído,
como milho, arroz e cevada. Também mostraram capacidade de aferir a quantidade
de adulterante presente em cada amostra além de alta sensibilidade, capaz de
detectar até pequenas quantidades de adulterantes.
Os métodos de base
molecular identificam sequências específicas, os marcadores moleculares,
previamente selecionadas do genoma (DNA) dos adulterantes mais comuns. Esses,
torrados e moídos como o café, são de difícil detecção pelos métodos utilizados
atualmente, baseados na visualização por microscopia e macroscopia das
características visuais de cores e imagens de cada produto adulterante em
teste, o que depende muito da experiência do analista.




