A Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab) informou nesta última quinta-feira, 08 de fevereiro,
que a safra de grãos 2017/2018 deverá alcançar 225,6 milhões de toneladas,
sendo a segunda maior da série histórica, que é liderada pela safra anterior.
Na comparação com o volume produzido em 2016/2017, de 237,7 milhões de
toneladas, espera-se um recuo de 5,1%, embora a área total de plantio prevista
seja 0,2% maior, de 61,01 milhões de hectares.
O
levantamento que analisou os principais centros produtores de grãos, de 21 a 27
de janeiro, identificou que sofrerão queda culturas como a soja, o milho e o
arroz, que passam de 12,327 milhões de toneladas para 11,639 milhões, com uma
colheita 5,6% inferior à de 2016/2017.
A produção de arroz,
estimada em 11,6 milhões de toneladas, não sofreu alterações significativas,
visto que as condições climáticas permanecem favoráveis à cultura, segundo o
levantamento. “O pessoal do arroz está com dificuldade de preço. Nós
tivemos uma safra excepcional no ano passado, vamos ter uma safra muito boa
este ano. O governo não tem nada de estoque de arroz. Por um lado, é positivo,
porque temos a garantia do abastecimento privado. Isso fez com que os preços do
arroz estejam no limite do preço mínimo. Tem regiões com o preço de mercado
abaixo do preço mínimo”, disse o diretor-presidente da Conab, Marcelo
Bezerra.
Segundo Bezerra, o
governo federal programa emitir nesta sexta-feira, 09 de fevereiro, um aviso de
Prêmio para o Escoamento (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural
(Pepro) para o arroz, no valor de R$ 100 milhões. “Faremos três ou quatro
leilões, até atingir 1,2 milhão de toneladas de arroz”, informou.




