O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
decidiu pela condenação de postos de gasolina e outras empresas e organizações
em 12 dos 17 casos que julgou de práticas ilícitas no mercado de combustíveis
desde 2012. Os outros cinco casos foram arquivados. Na maioria, houve prática
de cartel, ou seja, acordo ilegal entre empresas concorrentes para fixação de
preços.
A maior multa foi aplicada em 2015, R$ 67.266.967,82
a postos de gasolina no Espírito Santo, em processo que corria desde 2006. A
decisão mais recente, de 2017, foi pela condenação do Sindicato dos
Revendedores de Combustível do Estado do Maranhão e de postos de gasolina do
estado por cartel e conduta comercial uniforme no mercado de revenda de combustíveis.
A multa definida foi de R$ 18.681.956,64.
Ocorreram
três arquivamentos em 2012 — no Ceará, Tocantins e na Bahia — um em 2014,
no Distrito Federal, e outro em 2016, no Mato Grosso.
Público em alerta
A prática de fixação de preços não é recente, mas o assunto veio à tona
novamente após as constantes reduções no preço da gasolina e diesel feitas pela
Petrobras não serem sentidas no bolso do consumidor. A situação fez com que na última
quinta-feira, 08 de fevereiro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência,
Moreira Franco, se reunisse com o presidente do Cade, Alexandre Barreto, para
pedir que o Conselho investigue os preços praticados por postos de
combustíveis.




