sexta-feira, 19 jun 2026 ☀ Franca/SP 19°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Governo quer discutir taxação de compras até U$ 50 só depois das eleições deste ano

Com a continuidade das negociações, a previsão é para que o texto seja pautado novamente somente no início da semana que vem

Compartilhar

Deputados envolvidos na articulação da taxação de compras internacionais de até 50 dólares afirmam que o governo gostaria que a discussão ficasse para depois das eleições municipais.

Há uma preocupação do Planalto, na avaliação de parlamentares, de que a impopularidade da medida possa recair sobre o colo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No ano passado, quando a discussão foi levantada pelo Ministério da Fazenda, até a primeira-dama, Janja, se envolveu na articulação para explicar que a taxação planejada era para empresas, e não para os contribuintes.

Na quarta (22), o governo conseguiu adiar a votação da medida para fazer novas rodadas de negociação com a Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira, é um dos principais articuladores da matéria.

Continua depois da publicidade

Alternativas

Uma das opções avaliadas é que, somada ao ICMS, a taxação não ultrapasse a alíquota de 45%. No texto, no entanto, o valor seria de 60% sobre todos os produtos importados. O presidente Arthur Lira deve levar outras alternativas a Lula.

A taxação foi inserida como um “jabuti” no projeto que cria o programa mobilidade verde e inovação, o Mover, na forma de emenda.

Ou seja, é um tema estranho à proposta e aí que mora outra resistência do Palácio do Planalto, que defende que a proposta seja discutida em um projeto de lei à parte e que haja, inclusive, a formação de um grupo de trabalho.

Com a continuidade das negociações, a previsão é para que o texto seja pautado novamente somente no início da semana que vem para que as articulações possam continuar.

Segundo a CNN Brasil, o prazo está apertado porque se a proposta passar pela Câmara, ainda precisará do aval do Senado, e uma medida provisória do governo que trata do programa Mover tem validade até o dia 31 de maio.