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Calçadistas alertam as autoridades para “concorrência predatória” do e-commerce

Indústrias apostam no mercado interno para manter estabilidade dos negócios

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Além de dados e projeções da indústria calçadista nacional, foram destaques na coletiva de imprensa realizada pelos calçadistas durante a BFSHOW, em São Paulo, o impacto das enchentes para o setor no Rio Grande do Sul.

E também a importância de defender a atividade da concorrência desleal, principalmente a imposta pelas plataformas internacionais de e-commerce, que atualmente estão isentas de impostos de importação em remessas de até US$ 50.

“Em 2024, a produção deve crescer entre 0,9% e 2,2%, puxada, mais uma vez, pelo mercado doméstico. O consumo interno deve ter um incremento entre 2,4% e 3,8%, enquanto as exportações devem registrar a segunda queda consecutiva, entre 5% e 9,7%”, comentou o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira.

Concorrência virtual

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Segundo Ferreira, além do ambiente internacional de desaquecimento, especialmente em função dos juros nas principais economias, a normalização dos preços do frete – que tem proporcionado a reinserção da China no mercado internacional.

O dirigente afirma que isso vem impactando na atividade a concorrência desleal com as plataformas internacionais de comércio eletrônico.

“Não queremos benefícios, queremos ter condições de paridade para concorrer. Atualmente, a indústria nacional paga impostos em cascata, enquanto essas grandes plataformas enviam suas remessas de até US$ 50 com isenção total de imposto de importação. O fato vem prejudicando o setor”, alertou.

Mercado interno

Ferreira ainda ressalta que a indústria calçadista nacional poderia crescer muito mais no mercado interno, não fosse essa concorrência predatória, especialmente com os calçados asiáticos.

“Capacidade de crescer mais, nós temos, o que precisamos é de consumidores para os nossos produtos no mercado interno, inundado por produções asiáticas. Estamos exportando empregos”, concluiu.

Desoneração da folha

O executivo da Abicalçados também falou sobre a desoneração da folha de pagamentos. Após um longo imbróglio com o Governo Federal, que ajuizou ação no STF para derrubar a renovação da medida, aprovada no Congresso Nacional, foi realizado um acordo com o Ministério da Fazenda para que a cobrança da alíquota sobre a folha de salários seguisse suspensa em 2024, passando a ter cobrança híbrida em 2025, 2026 e 2027, e voltando integralmente em 2028.

Solidariedade

Além de negócios e networking, os expositores, lojistas e importadores que visitam a BFSHOW puderam ajudar as pessoas atingidas pelas enchentes por meio do engajamento no Movimentos Próximos Passos RS, criado pela Abicalçados em parceria com entidades da cadeia produtiva do calçado e empresários do setor.

Na feira de SP, foram espalhados totens com QR para realização de pix para o Movimento que está captando recursos financeiros que serão direcionados à reestruturação das condições de vida das famílias calçadistas impactadas.