Segundo maior consumidor mundial de café, atrás apenas dos Estados
Unidos, o Brasil consumiu 1,7 milhão de toneladas do produto no ano passado, o
que corresponde a cerca de 21,9 milhões de sacas. Esses dados constam do
relatório da pesquisa Tendências do Mercado de Cafés em 2017, patrocinada pela
Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que também identificou as
oportunidades e as principais tendências do mercado de café no País,
especialmente na ótica do consumo.
Conforme o relatório, o consumo de café no Brasil aumentou 3,5% em 2017
comparado ao ano anterior. “Esse crescimento demonstra que os apreciadores de
café continuam cada vez mais consumindo o produto sob as mais diferentes
formas, em função da melhoria da qualidade dos cafés do Brasil verificada nas
últimas duas décadas, o que tem contribuído para esse crescimento contínuo do
consumo”, avalia Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic.
De acordo com o executivo, o volume de 2017 superou a expectativa da
entidade, que apontava para um crescimento de 1%. “Isso significa que o consumo
de café não foi afetado pela crise econômica brasileira, assim como na grande
crise mundial de 2008”, lembra o executivo, acrescentando que Brasil consumiu
21,9 milhões de sacas de café no ano passado.
Para ele, esse aumento de consumo se dá pelo fato de o café ser uma
bebida tradicional e de consumo diário. “Essa característica se manteve,
vencendo outras categorias de bebidas e alimentos que tiveram redução no
consumo.” Ainda de acordo com o executivo, outro fator relevante para esse
incremento é o preço do café, que é muito barato e não afeta o bolso nem o
orçamento familiar. “Mas, acima de tudo, a melhoria da qualidade do café
oferecido aos consumidores, nas várias categorias, desde o tradicional até os
gourmets, foi o fator mais importante. A qualidade é o motor do consumo. Melhor
a qualidade, maior o consumo”, destaca Herszkowicz.




