A agência internacional de
risco Fitch rebaixou nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, a nota de crédito
soberano do Brasil de “BB” para “BB -“. Com isso, o país
ficou ainda mais longe do selo de país bom pagador de sua dívida.
O rating do Brasil foi
colocado agora 3 degraus abaixo do grau de investimento. Já a perspectiva para
a nota mudou de negativa para estável. “O rebaixamento do Brasil reflete
persistentes e grandes déficits fiscais, a alta crescente da dívida pública e a
falta de legislação sobre reformas que melhorariam o desempenho estrutural das
finanças públicas”, destacou a Fitch no comunicado.
O corte já era esperado pelo
mercado em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas
públicas e de incertezas ligadas às eleições. O rebaixamento acontece dias após
o governo ter desistido de tentar aprovar a reforma da Previdência em
fevereiro, como inicialmente anunciado, em razão de decreto de intervenção
federal no Rio de Janeiro.
A
agência afirmou que “a decisão do governo de não colocar a reforma da
Previdência em votação no Congresso representa um importante revés na agenda de
reformas e reduz a confiança na trajetória de médio prazo das finanças públicas
e no compromisso político de abordar a questão”.




