
No meio do caminho, tinha uma crise nervosa. Gastrite corroendo o estômago a ponto de tirar a fome e levar a intensos enjoos, seguidos de vômito. Nessa estrada, prazos curtíssimos se atropelavam com a exigência e o descaso dos mentores. No fim do caminho, tinha um diploma universitário. “Por causa da faculdade, desenvolvi ansiedade e pânico”, declara Ana Batista*, recém-graduada em Relações Internacionais na INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação), em São José dos Campos (SP).
Durante as férias de julho, na cadeira do dentista, Luís Ferreira sentiu os batimentos acelerarem, a respiração ofegante e uma dor no peito. Ele teve certeza de que morreria ali, prestes a tirar o siso. Diante do horror do desconhecido, implorou que o levassem ao hospital temendo uma reação à anestesia. Fez uma bateria de exames e lhe disseram que não tinha nada. Esse é o diagnóstico que se recebe em alguns hospitais quando se sofre um ataque de pânico. A partir de então, a sobrevivência do estudante de engenharia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fora de casa passou a depender da dose diária de Rivotril.




