Um empresário dono de dois
postos de gasolina em São Paulo, informou em entrevista que a concorrência com
estabelecimentos que enganam o consumidor vendendo gasolina “batizada” (com
excesso de etanol além do permitido) está quebrando quem quer trabalhar dentro
da lei.
Testes feitos por órgãos de
fiscalização mostram que a gasolina vendida no estado de São Paulo pode ter até
74% de etanol e solvente.
O
empresário, que está no ramo há 20 anos e não quis se identificar, diz que as
grandes distribuidoras vendem para os postos de gasolina na capital o litro a
R$ 3,65. Para o posto ter rentabilidade, precisa trabalhar com uma margem de
mais R$ 0,50 e R$ 0,60, mas não consegue. “Se a gente pagar R$ 3,65 o litro e
puser mais R$ 0,40 de margem, deveria dar uma gasolina a R$ 4,19, R$ 4,20, R$
4,30. E é muito difícil encontrar um posto vendendo por isso”, afirmou. “Qualquer
valor abaixo disso hoje é para se desconfiar.”
O homem, que já chegou a ter
oito postos na cidade, diz que praticamente não existe fiscalização nos postos.
“Eu mesmo não tenho fiscalização de um órgão da ANP (Agência Nacional de
Petróleo) há mais de um ano em nenhum posto.”




