Além da
falta de garantias como férias e 13º salário, o trabalhador que não têm
carteira assinada recebe, em média, 44% menos que o trabalhador formal. É o que
aponta o detalhamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
divulgado nesta última sexta-feira, 23 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, no
4° trimestre de 2017 a média de rendimento mensal do trabalhador com carteira
assinada no país era de R$ 2.090. Já os empregados sem carteira assinada
tiveram rendimento médio de R$ 1.179. Ou seja, uma diferença de R$ 911.
No mesmo trimestre do ano
anterior, a distância entre o valor pago (já descontada a inflação) era menor,
de 40,5% ou R$ 818. “O trabalho sem carteira assinada é ilegal e vai pegar
ocupações mais precárias, menos qualificadas, por isso o rendimento é menor”,
avaliou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
O pesquisador destacou que
entre 2014 e 2017, o país perdeu, em função da crise econômica, cerca de 3
milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Com isso, aumentou o
número de trabalhadores contratados sem carteira assinada e por conta própria.




